Oncofertilidade

Congelamento de óvulos
O congelamento de óvulos é uma opção para mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos e que desejam ter filhos no futuro, após a cura da doença. Isso porque alguns tratamentos podem destruir óvulos e comprometer a fertilidade futura, especialmente se a mulher tiver mais de 32 anos ou reserva ovariana baixa. É fundamental que a comunicação entre o médico assistente (oncologista, mastologista, hematologista) e o especialista em reprodução seja rápida e este atendimento é considerado prioritário no Embrios. O congelamento de óvulos em virtude de doenças não é indicado apenas na existência de câncer. Em pacientes com risco de perda de fertilidade, seja por uso de medicações como em doenças autoimunes como o lúpus eritematoso sistêmico, a artrite reumatoide e a glomerulonefrite, ou em doenças como a endometriose severa em que a progressão da doença pode danificar os ovários, o congelamento de óvulos também está indicado. Após o congelamento de óvulos, quando do desejo e possibilidade de gestar, os óvulos serão descongelados e submetidos à técnicas de laboratório (fertilização in vitro), para posteriormente embriões serem transferidos ao útero.

Congelamento de tecido ovariano
O congelamento do tecido ovariano ainda é considerada uma técnica experimental tendo em vista a poucos estudos relacionados à técnica e por ainda não ter havido tempo suficiente para um grande número de bebês terem nascido a partir de sua utilização e por isso ainda não se pode afirmar sua chance real de gestação. É técnica utilizada para pacientes jovens, inclusive que ainda não entraram na puberdade, e naquelas sem tempo hábil antes da quimioterapia para serem submetidas à estimulação da ovulação, que costuma demorar em torno de 14 dias a partir da menstruação.

Como funciona: a paciente é submetida à videolaparoscopia para retirada de fragmentos de tecido ovariano que serão congelados. No futuro, após liberação pelo oncologista, estes fragmentos são reimplantados na expectativa de retomarem sua função e voltarem a amadurecer óvulos.

Congelamento de sêmen
É utilizado para pacientes que serão submetidos a tratamentos oncológicos, como quimioterapia, radioterapia abdominal, pélvica ou outra região próxima à bolsa escrotal e à cirurgia de retirada de testículo. A comunicação entre médico assistente e clínica de reprodução deve ser rápida para que o agendamento da(s) coleta(s) seja rápido. O congelamento de espermatozoides é ótima técnica de preservação de fertilidade masculina com o objetivo de que quando desejado seja efetuada a técnica de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou fertilização in vitro). As chances de sucesso em se obter gravidez a partir de técnicas utilizando espermatozoides descongelados são as mesmas de quando se utiliza espermatozoides frescos.

Como funciona: é realizada a primeira coleta de sêmen a partir da ejaculação por masturbação em casa com transporte do material dentro de 30 minutos até o Embrios ou nas dependências do Embrios, em sala equipada com isolamento acústico para utilização de equipamento de áudio e vídeo. A partir da análise da primeira amostra, serão solicitadas ou não novas coletas. As amostras serão armazenadas em temperaturas de 196ºCelsius negativos e descongeladas quando desejo do paciente, em técnicas de reprodução assistida.

 Preservação da fertilidade em crianças e adolescentes oncológicos
Sabemos que no momento do diagnóstico do câncer a única meta é a cura. Entretanto, sabe-se que após o fim do tratamento oncológico e alcance da idade fértil a grande maioria dos sobreviventes irão desejar constituir família. Pais e médicos desempenham importante papel na determinação da fertilidade futura dessas crianças e adolescentes com diagnóstico de câncer. Entender que existem possibilidades de evitar a infertilidade futura é fundamental para o futuro familiar desses indivíduos.

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