Congelamento de embriões

Em casais inférteis, com o objetivo de evitar novos tratamentos complexos no futuro:
Quando excedentes em casos de infertilidade: é uma técnica que otimiza a relação entre custo e benefício das transferências embrionárias. Quando da realização de tratamentos de fertilização in vitro em casais inférteis, os embriões excedentes viáveis (de boa qualidade) devem ser congelados. Suas vantagens são a existência de nova(s) tentativa(s) de engravidar com custo menor, menor uso de medicações e menos intervenção e oportunidade de eventualmente aumentar a prole no futuro com embriões de quando a mulher era mais jovem, o que aumenta as chances de gestação. As desvantagens são o compromisso legal com o material biológico armazenado (embriões) em caso de casal não desejar mais ter filhos, em caso de separação do casal ou morte de um dos cônjuges. Leia mais legislação em reprodução assistida.

Em tratamentos de infertilidade com possibilidade de complicações clínicas ou piora da chance de gravidez quando transferência de embriões em ciclo fresco: 
1. Síndrome do Hiperestímulo Ovariano
Pacientes que produzem uma quantidade exagerada de óvulos em procedimentos de fertilização in vitro podem desenvolver uma complicação da estimulação da ovulação, a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano. Esta síndrome se divide em precoce, quando acontece durante o processo de estimulação da ovulação, e tardia, quando acontece após a implantação do embrião. A primeira, é autolimitada e a terapia é de suporte, sendo realizadas intervenções conforme evolução e sintomas. A segunda ocorre somente se a paciente engravidar e, apesar de ser autolimitada, pode se prolongar até 3 meses de gravidez podendo ser grave. Por esse motivo, pacientes com alta produção de óvulos devem ser aconselhadas a realizar o procedimento de fertilização in vitro em duas etapas: a primeira consistirá da estimulação da ovulação, captação dos óvulos, fertilização in vitro e congelamento de todos os embriões. A segunda ocorrerá após aproximadamente 30 dias utilizando-se apenas medicamentos simples para preparo do endométrio para recepção de embriões descongelados.

2. Luteinização Precoce
Em alguns casos, a estimulação ovariana para a fertilização in vitro pode acarretar produção precoce de progesterona pelo ovário, o que pode precipitar em descompasso entre o desenvolvimento embrionário e a datação do endométrio. Nessas situações o melhor é congelar eletivamente todos os embriões após captação de óvulos e fertilização in vitro para em ciclo subsequente acontecer a transferência de embriões descongelados.

No desejo ou necessidade de postergar a maternidade
1. Planejamento Social: Casais que desejam ter filhos no futuro podem planejar realizar o procedimento de fertilização in vitro com congelamento dos embriões. A vantagem é que o congelamento de embriões ainda é mais seguro que o congelamento de óvulos. A desvantagem é que estarão congelados embriões que já são estruturas biológicas originadas da fertilização entre óvulo e espermatozoide, contemplando a carga genética de ambos os cônjuges.

2. Planejamento em Oncofertilidade: Tratamentos para alguns tumores malignos envolve ações que podem ser deletérias para a fertilidade, com diminuição ou destruição completa de gametas femininos (óvulos) e masculinos (espermatozoides). Em indivíduos com estabilidade no relacionamento afetivo e que são acometidos por um doença que necessite cirurgias do trato reprodutor (retirada de ovários ou testículos) ou uso de quimioterapias gonadotóxicas (que atingem ovários e testículos), realizar a fertilização in vitro com congelamento de embriões e posterior transferência dos mesmos para o útero quando da cura da doença, é uma boa alternativa para preservar a fertilidade.

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