Dúvidas frequentes

Ao longo dos anos percebemos que algumas dúvidas são muito comuns entre a maioria das pessoas, separamos abaixo 15 dúvidas mais comuns, a sua dúvida por estar aqui, confira!

Qual a minha chance de gravidez realizando uma fertilização in vitro?

As chances de gravidez são variáveis e a probabilidade é dada inicialmente com base na idade da mulher. Quanto mais velha, menores são as chances de sucesso. Outros fatores que influenciam a chance de gravidez são reserva ovariana, qualidade de óvulos e espermatozoides e condições uterinas.

Sempre que é feita fertilização in vitro a gravidez será gemelar?

Não. A taxa de gemelaridade depende da idade da mulher e do número de embriões transferidos para o útero. Para se evitar a gemelaridade, o CFM preconiza um limite no número de embriões a serem transferidos conforme a idade da mulher. Até 35 anos o número máximo a ser transferido deve ser 2. Entre 36 e 39 anos, o número máximo é 3. Com 40 anos ou mais é permitido a transferência de até 4 embriões. Esse número aumenta com a idade em virtude da queda na taxa de sucesso conforme o avanço da idade da mulher. Leia mais legislação em reprodução assistida.

Por que não consigo engravidar mesmo realizando a fertilização in vitro?

Existem inúmeras causas que justificam a não gravidez após uma fertilização in vitro. A causa mais frequente é a alteração genética embrionária que pode estar associada à qualidade do óvulo, qualidade do espermatozoide ou intercorrências do laboratório. Outras causas são as trombofilias, alterações uterinas, expulsão dos embriões por contrações uterinas involuntárias. Incompatibilidade imunológica entre casais não são doenças reconhecidas cientificamente como causadoras de insucesso de tratamentos.

Varicocele impede um homem de ser pai?

Não. Varicocele é a dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos e esta dilatação causa o represamento do sangue na bolsa escrotal, aumentando sua temperatura e a exposição das células testiculares a radicais livres de oxigênio, o que piora o funcionamento da glândula. Com isso, espermatozoides são produzidos em menor concentração e com qualidade pior. A varicocele é a principal causa diagnosticada de infertilidade masculina. A cirurgia pode melhorar a qualidade seminal, inclusive podendo reverter a necessidade de técnicas de reprodução assistida em alguns casais.

Homens sem espermatozoides e mulheres sem óvulos podem se tornar pais?

Sim. Há possibilidade de recepção de óvulos anonimamente por casais cuja mulher não possua óvulos, como as pacientes com menopausa ou menopausa precoce, pacientes com alterações genéticas ou com qualidade ruim de seus óvulos. A recepção de sêmen de doador anônimo é tratamento possível para aqueles que não possuem espermatozoides, mesmo após a tentativa de coleta de espermatozoides do epidídimo e/ou testículos quando indicada. Estes tratamentos devem seguir regulamentação ética e legal. Leia mais legislação em reprodução assistida.

Quais as implicações éticas e legais de congelar embriões?

Após a resolução de 2015 do CFM, ao congelar embriões os casais comprometem-se a terem responsabilidade legal e ética sobre eles por 5 anos. Então, ao congelar embriões o casal deve utilizá-los ou mantê-los congelados para somente após 5 anos poder descartar ou doar para estudos. No caso de indisponibilidade da manutenção ou desejo de utilizá-los, o casal tem a alternativa de fazer doação anônima a casais que desejam adotar embriões em qualquer momento, antes mesmo de completar 5 anos do congelamento. Leia mais legislação em reprodução assistida.

Mulheres que realizaram ligadura das trompas podem engravidar?

Sim. Podem ser realizado dois tipos de tratamentos. A desobstrução cirúrgica é opção em pacientes jovens, com boa reserva ovariana e com condições clínicas e técnicas (trompas passíveis de reconstrução). Tem taxa de sucesso de até 30% em um ano de tentativas para engravidar em pacientes com menos de 35 anos. A outra opção é a fertilização in vitro.

Homens que realizaram vasectomia podem engravidar?

Sim. Através de duas opções de tratamento. A reversão da vasectomia pode ser realizada, sendo preferível em casos em que a vasectomia foi realizada há menos de 10 anos, cuja companheira tenha menos de 35 anos, boa reserva ovariana e trompas uterinas sem alterações. Nos casos em que a reversão não é boa opção, a coleta alternativa de espermatozoides recupera os gametas que podem ser utilizados em procedimentos de fertilização in vitro.

Tento engravidar há muito tempo e não temos nenhuma alteração. Isso é comum? O que devo fazer?

Dos casais que tentam engravidar sem sucesso há mais de um ano, sem método contraceptivo e com relações sexuais a cada 2 ou 3 dias, apenas 5 % tem esterilidade sem causa aparente. Isto é, não apresentam nenhum problema claro em exames. Tendo em vista a baixa proporção de casais que se enquadram nessa situação, o mais provável, na grande maioria daqueles que acreditam “não ter nenhum problema”, é que a investigação não tenha sido completa. Especialmente nestas situações, o especialista deve ser consultado.

Tenho síndrome dos ovários policísticos. Vou conseguir engravidar?

Esta é uma condição de desequilíbrio da função hormonal do ovário. Apesar de ter grande quantidade de óvulos, eles apresentam dificuldade em amadurecer e serem liberados do ovário para a trompa. Assim, teoricamente o tratamento é simples, com o objetivo de amadurecer um óvulo, isto é, induzir a ovulação. Algumas pacientes podem responder rapidamente e de forma esperada ao tratamento. Outras precisarão de maior tempo, especialmente aquelas com resistência ao medicamento ou com alta sensibilidade a eles. A taxa de suspensão de tratamentos pode ser relativamente alta devido resposta inadequada à indução da ovulação. Para o profissional poder auxiliar esta paciente, é fundamental o acompanhamento com controle de ovulação durante o tratamento. Idealmente, antes de induções de ovulação em pacientes com distúrbios da ovulação deve ter sido investigada a função das trompas e o fator masculino. Leia um pouco mais sobre a patologia aqui.

Qual a diferença entre inseminação intrauterina e fertilização in vitro?

Na inseminação intrauterina o sêmen é processado de modo a selecionar os melhores espermatozoides e estes são colocados diretamente dentro do útero no período da ovulação. Óvulo e espermatozoide devem se encontrar e realizar a fertilização espontaneamente nas trompas uterinas. Na fertilização in vitro, é realizada a indução da ovulação com objetivo de amadurecer maior número de óvulos. Estes são retirados dos ovários através de uma punção transvaginal guiada por ultrassonografia e levados ao laboratório. Lá, após coleta do sêmen por masturbação, óvulo e espermatozoide entram em contato para dar origem ao embrião. Dois a cinco dias após esse procedimento, um ou mais embriões são colocados na cavidade uterina para aguardar a implantação.

Os medicamentos para tratar a infertilidade causam efeitos colaterais?

A maioria dos efeitos colaterais são passageiros e compatíveis com o aumento do volume ovairano provocado por estes medicamentos. Os efeitos mais comuns são sensação de peso ou inchaço no baixo ventre, aumento e dor mamária, dor de cabeça e náuseas. Em situações especiais, como no caso de pacientes jovens e magras ou portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos, em cerca de 1 a 3 % dos casos pode ocorrer estimulação exagerada dos ovários, provocando a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano, com sintomas mais proeminentes exigindo cuidados médicos específicos. Até o momento, os estudos não conseguiram identificar relação entre tratamentos para infertilidade e aumento de risco para o desenvolvimento de câncer.

Até quantas fertilizações in vitro eu posso realizar?

Não há número limite. O limite, na maioria das vezes, será estabelecido pelo casal condicionado por aspectos emocionais e econômicos. Do ponto de vista clínico, o limite poderá ser estabelecido com base em critérios clínicos da paciente, como ocorrência de complicações em tratamentos anteriores e, eventualmente, com base em critérios prognósticos, isto é, após um número elevado de tentativas sabe-se que a chance do tratamento dar certo pode ser progressivamente menor e o médico fertileuta deve orientar o casal.

Qual o intervalo mínimo entre uma fertilização in vitro que não deu certo e outra tentativa?

Pelo menos um ciclo menstrual. Geralmente o intervalo entre fertilizações pode ser mais prolongado em virtude de exames a serem realizados.

É obrigatório congelar embriões excedentes de um tratamento de fertilização in vitro?

Esta decisão deve ser tomada antes da realização da fertilização. Havendo embriões viáveis, isto é, de boa qualidade, excedentes além daqueles transferidos ao útero, é obrigatório o congelamento. No caso de o casal não desejar armazenar embriões por questões éticas, financeiras ou legais, deve ser evitada a fertilização de um número maior de óvulos, evitando o excedente de embriões. No caso de conflitos éticos para congelar embriões, a alternativa é congelar óvulos excedentes antes de fertiliza-los. Nesta situação, no desejo de não possuir mais filhos, o casal poderá desprezar os óvulos a qualquer momento diferentemente de embriões, que devem ser mantidos por pelo menos 5 anos antes do descarte. Leia mais legislação em reprodução assistida.

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